POR QUE NÃO MAIS PT?

CHECAGEM DOCUMENTAL · 2018–2026

FAKE NEWS.
A PROVA AO LADO.

Alegações de Lula, de integrantes de seu governo e de candidatos do PT sobre Bolsonaro. Compare as falas com as fontes.

VER AS CHECAGENS ↓
14alegações documentadas
12alegações falsas
2casos de descontextualização

Levantamento parcial, ampliado com sete novas fichas nesta revisão. Há registros de 2018 a 2026; 2020 e 2021 seguem sem casos admitidos. Isso não prova ausência de desinformação. Repetições ficam na mesma ficha.

DISCURSO E EVIDÊNCIA.

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14 de 14 alegações documentadas

01Falso18/10/2026 · 28/08/2025

O PIB só voltou a crescer acima de 3% com Lula?

Lula · presidente e candidato em 2026

O que foi dito

Lula afirmou que o país só voltou a crescer acima de 3% depois de seu retorno à Presidência.

O que a evidência mostra

Em 2021, durante Bolsonaro, o PIB cresceu 4,8%, segundo a edição de 01/03/2024 das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Esse ano já contradiz a alegação.

4,8%crescimento em 2021 · edição IBGE de 2024

Contexto, limites e fontes

A afirmação consta da transcrição do debate da Band de 18/10/2026 publicada pelo Aos Fatos. A transcrição oficial da entrevista à Record de Minas, em 28/08/2025, registra a mesma ideia. As duas ocorrências ficam em uma ficha.

2021 inclui recuperação após a queda de 2020. O valor é anual, não uma média do mandato. A edição estatística está identificada porque o PIB passa por revisões. A minutagem do vídeo não foi conferida.

Confira os documentos

02Falso18/10/2026

Bolsonaro deixou déficit primário de 2,8%?

Lula · debate presidencial da Band

O que foi dito

Lula disse que havia herdado um déficit de 2,8% do PIB.

O que a evidência mostra

O governo central encerrou 2022 com superávit primário de R$ 54,1 bilhões, cerca de 0,5% do PIB. É o resultado registrado pelo Tesouro Nacional.

+R$ 54,1 bisuperávit primário · governo central, 2022

Contexto, limites e fontes

A Lupa classificou a fala do debate de 18/10/2026 como falsa.

O adiamento de precatórios favoreceu o saldo de 2022. Em dezembro de 2023 foram pagos R$ 92,4 bilhões dessas dívidas. Resultado primário exclui juros; não equivale ao resultado nominal.

Confira os documentos

03Falso23/01/2024

Seis mil creches paralisadas na chegada de Lula?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Em entrevista, Lula falou em quase 10 mil obras de escolas paradas, incluindo quase 6 mil creches.

O que a evidência mostra

A justificativa da MP 1.174, com dados do FNDE de abril de 2023 reproduzidos pelo Aos Fatos, relacionava 3.540 obras de educação básica paradas ou inacabadas. Dentro desse conjunto, 1.221 eram unidades de educação infantil, entre creches e pré-escolas.

1.221creches e pré-escolas · FNDE, abril de 2023

Contexto, limites e fontes

Aos Fatos classificou a fala como falsa em 01/02/2024. O levantamento do TCU para agosto de 2022 registrava 3.625 obras paralisadas em toda a educação básica.

FNDE e TCU têm recortes e datas distintos. Não somamos os levantamentos nem tratamos todas as unidades infantis como creches. O documento do Senado apresentou verificação de acesso; os números estão conferidos na checagem que o reproduz.

Confira os documentos

04Falso04/08/2023 · repetida em 2024

A fome havia sido zerada antes de Bolsonaro?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Ao comparar os governos do PT com Bolsonaro, Lula afirmou que o PT havia acabado com a fome.

O que a evidência mostra

A PNAD de 2013 ainda registrava 7,2 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave, ou 3,6% da população. Sair do Mapa da Fome não significa zerar a fome.

7,2 milhõespessoas em insegurança alimentar grave · IBGE, 2013

Contexto, limites e fontes

O Aos Fatos registra a afirmação em 2023 e sua repetição em 2024.

A correção é sobre fome zerada. O Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014. A estimativa da Rede Penssan de 33,1 milhões em 2022 não é refutada por esta ficha; pesquisas e indicadores têm métodos distintos.

Confira os documentos

05Falso15/03/2023

Bolsonaro deixou 14 mil obras paradas?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Lula apresentou quase 14 mil como o total de obras paralisadas herdadas do governo anterior.

O que a evidência mostra

O TCU identificou 8.674 empreendimentos paralisados ou inacabados no recorte de 2022. A referência a cerca de 14 mil dizia respeito a contratos. Contratos e obras não são unidades equivalentes.

8.674empreendimentos parados · recorte TCU de 2022

Contexto, limites e fontes

A fala de 15/03/2023 está registrada na checagem dos cem primeiros dias de governo. O relatório TC 009.197/2022-2 examina a retomada dessas obras e descreve falhas na gestão federal.

Corrigir a quantidade não elimina o problema das obras paradas. A carteira tem empreendimentos de diferentes épocas; o estoque não mede sozinho a responsabilidade de um presidente por cada paralisação.

Confira os documentos

06Falso13/03/2023

Eram 186 mil casas com obras paralisadas?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Lula publicou que havia encontrado 186 mil casas paralisadas.

O que a evidência mostra

Segundo resposta do Ministério das Cidades reproduzida pelo Aos Fatos, eram 186.724 unidades não finalizadas no fim de 2022. Dessas, 82.722 estavam paralisadas. O total maior também incluía obras em andamento.

82.722unidades paralisadas · fim de 2022

Contexto, limites e fontes

A checagem identifica a publicação de 13/03/2023 e disponibiliza a resposta escrita do ministério. A divergência é entre obra não concluída e obra interrompida.

A fonte é uma resposta ministerial preservada pela agência de checagem, não uma auditoria independente de cada imóvel. O dado não significa que todas as demais unidades foram entregues.

Confira os documentos

07Falso02/03/2023

A economia não cresceu nada em 2022?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Lula afirmou que a economia brasileira não havia crescido no ano anterior.

O que a evidência mostra

Na divulgação de 02/03/2023, o IBGE informou crescimento de 2,9% no ano de 2022. A queda de 0,2% dizia respeito apenas ao quarto trimestre frente ao terceiro, com ajuste sazonal.

+2,9%PIB anual de 2022 · dado disponível na data da fala

Contexto, limites e fontes

A fala consta da checagem do Aos Fatos. Em novembro de 2024, o IBGE publicou o resultado anual revisado de 3,0% para 2022.

A economia desacelerou no fim daquele ano. Um trimestre negativo não torna nulo o crescimento anual. Mantemos a primeira divulgação e a revisão identificadas, sem misturar as versões.

Confira os documentos

08Falso01/12/2023

O Brasil era a 12ª economia no fim de Bolsonaro?

Lula · presidente da República

O que foi dito

Lula afirmou que, ao voltar à Presidência, encontrou o Brasil na 12ª posição econômica mundial.

O que a evidência mostra

No ranking do FMI por PIB nominal em dólares, o Brasil ocupava a 11ª posição em 2022, conforme os dados consultados pela checagem de dezembro de 2023.

11ªposição em 2022 · PIB nominal em dólares

Contexto, limites e fontes

A entrevista e a classificação falsa estão registradas pelo Aos Fatos.

É um ranking de tamanho, não de renda por pessoa ou qualidade de vida. O painel do FMI pode revisar a série; a posição citada é a documentada na checagem de 2023.

Confira os documentos

09Falso14/03/2023

Não havia contratos para vacinas pediátricas e bivalentes?

Ethel Maciel · secretária de Vigilância em Saúde do governo Lula

O que foi dito

Ethel Maciel afirmou que a gestão anterior não havia deixado contratos para vacinas pediátricas e bivalentes contra a Covid-19.

O que a evidência mostra

O TCU registra contrato vigente e acordo com a Pfizer em 30/12/2022 para mais 50 milhões de doses. O anúncio daquela data incluía vacinas pediátricas e bivalentes.

30/12/2022acordo anterior à posse de Lula · registro do TCU

Contexto, limites e fontes

A fala foi registrada pela Folhapress em 14/03/2023. Esta conclusão resulta do confronto com os documentos, sem atribuir uma checagem a uma agência.

Contrato não equivale a entrega nem prova estoque suficiente. A ficha não contesta as perdas por vencimento de vacinas.

Confira os documentos

10Descontextualizado · decisão eleitoral16/10/2022

O vídeo das venezuelanas provava crime sexual?

Campanha de Lula · eleição de 2022

O que foi dito

A campanha explorou um trecho da entrevista de Bolsonaro sobre adolescentes venezuelanas para vinculá-lo a crime sexual.

O que a evidência mostra

Em 16/10/2022, Alexandre de Moraes determinou a remoção. A decisão apontou grave descontextualização e falta de base para usar o trecho como imputação de crime sexual, conforme a cobertura da Agência Brasil e da Reuters.

16/10/2022data da ordem de remoção

Contexto, limites e fontes

A frase de Bolsonaro existiu. A controvérsia tratada aqui é a inferência de crime feita a partir dela. O autor identificado é a campanha, não o governo federal, que em 2022 era chefiado por Bolsonaro.

Registramos uma decisão eleitoral de remoção, não uma condenação criminal de Lula nem uma absolvição criminal de Bolsonaro. O andamento posterior completo não foi reconstituído nesta ficha.

Confira os documentos

11Descontextualizado · decisão eleitoral13/10/2022

A propaganda demonstrava prática de canibalismo?

Campanha de Lula · eleição de 2022

O que foi dito

Propaganda eleitoral de Lula associou Bolsonaro à prática de canibalismo usando um trecho de entrevista antiga.

O que a evidência mostra

Em 13/10/2022, o plenário do TSE manteve por unanimidade a suspensão da propaganda. O fundamento foi a grave descontextualização da entrevista usada na peça eleitoral.

13/10/2022suspensão mantida pelo plenário do TSE

Contexto, limites e fontes

O trecho da entrevista era real. Isso não demonstrava que Bolsonaro tivesse praticado canibalismo. O registro do tribunal identifica a propaganda da campanha de Lula como objeto da ordem.

A ficha descreve a decisão eleitoral de 2022. Não afirma que o vídeo fosse uma montagem nem apresenta a remoção como condenação criminal definitiva.

Confira os documentos

12Falso17/08/2022

O Auxílio Brasil acabaria em dezembro de 2022?

Lula · candidato, entrevista à Rádio Super FM

O que foi dito

Lula disse que o Auxílio Brasil criado por Bolsonaro só iria até 31 de dezembro.

O que a evidência mostra

A Lei 14.342 previa benefício permanente de pelo menos R$ 400. A EC 123 limitava a dezembro de 2022 apenas o adicional de R$ 200, que elevava o pagamento a R$ 600.

R$ 400piso permanente na legislação vigente em agosto de 2022

Contexto, limites e fontes

O Aos Fatos classificou a fala como falsa. A assessoria de Lula respondeu que ele se referia ao valor de R$ 600.

A ficha avalia a lei na data da fala. Não afirma que R$ 600 já estavam garantidos para 2023.

Confira os documentos

13Falso09/11/2019

A documentação citada mostrava 17 casas de Bolsonaro?

Lula · discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

O que foi dito

Lula atribuiu a Bolsonaro um patrimônio de 17 casas.

O que a evidência mostra

A checagem do Aos Fatos identificou a troca de 17 bens, citados em ação da ex-mulher, por 17 casas. A declaração eleitoral de 2018 listava cinco imóveis.

17 bensnão 17 casas · documentação descrita na checagem

Contexto, limites e fontes

A afirmação foi classificada como falsa pelo Aos Fatos e pela Lupa.

A reportagem original também apontava possíveis bens omitidos, incluindo duas casas. Cinco imóveis declarados não provam o patrimônio completo. Esta ficha corrige a natureza dos 17 itens.

Confira os documentos

14Falso04/10/2018

Bolsonaro havia proposto cortar o 13º salário?

Fernando Haddad · candidato do PT, debate da Globo

O que foi dito

Haddad atribuiu a Bolsonaro uma proposta de cortar o 13º salário.

O que a evidência mostra

A Lupa classificou a atribuição como falsa. Mourão havia criticado o benefício; Bolsonaro o repreendeu publicamente e defendeu o 13º.

04/10/2018fala de Haddad no debate presidencial

Contexto, limites e fontes

O autor da fala foi Haddad, candidato apoiado por Lula. Em 2018, Bolsonaro ainda não era presidente.

A crítica de Mourão existiu. A falsidade apontada é atribuir a proposta a Bolsonaro. A publicação original pode exigir acesso à rede social; seu conteúdo está reproduzido na checagem.

Confira os documentos

O CRITÉRIO É A PROVA.

Só entram alegações com autoria identificada e uma contraprova verificável. “Fake news” é o nome de navegação; cada ficha distingue falsidade factual de descontextualização reconhecida em decisão eleitoral.

Atribuir a divulgação a uma pessoa ou campanha não prova que tenham inventado originalmente o conteúdo nem demonstra intenção de mentir. As alegações são resumidas em paráfrase, não apresentadas como transcrições literais.

O recorte é específico: alegações sobre Bolsonaro e sua gestão. Não é um balanço de toda a desinformação política. A seleção não permite comparar partidos nem calcular uma taxa de mentiras.

As fontes informam quem registrou a fala e quem sustenta o contraponto. Quando o documento original está indisponível e a evidência depende da reprodução por uma agência de checagem, a limitação aparece na ficha.