Queda acumulada do PIB em 2015–2016, calculada com as taxas anuais de −3,5% e −3,3%. 2016 teve transição de governo. IBGE
Considerações finais · posição editorial · 26/10/2026
O GOVERNO PASSA.
A CONTA FICA.
Por que este site defende a alternância de poder e critica a permanência do PT no governo federal.
A posição é política. A evidência precisa ser verificável: recessão, fragilidade fiscal e falhas de governança são razões para cobrar mudança. Nenhum gráfico, sozinho, decide um voto ou demonstra que outra candidatura governará melhor.
Fatos documentados → avaliação editorial
TRÊS RAZÕES
PARA COBRAR MUDANÇA.
Recessão tem custo para quem trabalha.
FatoO PIB caiu em 2015 e 2016. O consumo das famílias também recuou nos dois anos. Em 2016, a taxa de investimento ficou em 15,5% do PIB, segundo a publicação anual do IBGE de novembro de 2018.
Nossa leituraUma recessão dessa dimensão exige responsabilização política da gestão econômica e revisão das escolhas que a antecederam. É um argumento contra repetir políticas sem avaliar seus resultados.
LimiteA crise teve fatores domésticos, externos e políticos. A série do PIB não mede quanto da queda foi causado por cada decisão. Em 2016, Dilma foi afastada em maio e Temer assumiu; atribuir o ano inteiro a apenas um deles distorce o período.
O orçamento precisa fechar além do discurso.
FatoA dívida bruta aumentou entre os fechamentos de 2022 e 2025 na série do Banco Central. No recorte publicado em janeiro de 2025, os juros nominais do setor público consolidado em 2024 foram R$ 950,4 bilhões.
Nossa leituraÉ legítimo cobrar do governo Lula uma trajetória fiscal sustentável: despesas permanentes precisam de financiamento duradouro. Dependência de receitas extraordinárias ou de ajustes futuros fragiliza o planejamento.
Impacto e limiteJuros elevados pressionam o financiamento público e privado. Dívida também varia com crescimento, inflação, câmbio, decisões do Banco Central e governos subnacionais. Os R$ 950,4 bilhões são juros apropriados por competência, não um valor que poderia ser integralmente transferido para saúde ou educação.
Estatais exigem proteção contra corrupção e uso político.
FatoNo balanço auditado de 2014, a Petrobras reconheceu R$ 6,194 bilhões em baixas por pagamentos indevidos anteriormente incorporados aos ativos, relacionados ao esquema investigado na Lava Jato.
Nossa leituraO episódio sustenta uma crítica severa à governança das estatais durante governos petistas. Indicações, compras e investimentos precisam de controle independente, transparência e responsabilização individual.
LimiteO número é um ajuste contábil específico. Não corresponde ao prejuízo total da empresa, nem a dinheiro recebido pelo PT ou por uma pessoa. Responsabilidade criminal depende de cada processo e de seu desfecho; a conta não autoriza condenação coletiva.
Petrobras · resultados auditados de 2014Consultar casos e desfechos no acervo
Autoria e dinheiro público
CRIAR NÃO É
APENAS ANUNCIAR.
34 políticas federais com origem, atuação dos governos Lula e evidências de custos, perdas e auditorias. O catálogo distingue programas anteriores, os instituídos por Lula e os criados no governo Dilma.
Inclui a fala sobre o Fies, os antecedentes do Bolsa Família e registros de TCU e CGU. Valores sem quantificação não viram zero; gastos não são apresentados como desvio.
QUEM CRIOU E QUAL FOI A CONTA →Sem escolher apenas os anos ruins
17 ANOS.
OS MESMOS CRITÉRIOS.
PIB real, dívida, bolsa e câmbio respondem a perguntas diferentes. O dólar mais caro pode pressionar importações e favorecer exportadores. O Ibovespa mede uma carteira de ações; não mede toda a economia nem o bem-estar da população.
PIB real · variação anual
Conferir todos os números e governos
| Ano | Governo | PIB real | Dívida | Ibovespa | PTAX | Δ PTAX |
|---|
Câmbio: última PTAX de venda de dezembro, diferente da cotação intradiária ou do dólar turismo. Bolsa: retorno nominal em reais, sem descontar inflação; não comparar diretamente com PIB real. Dívida: governo geral, saldo de dezembro. As taxas anuais não estimam o efeito causal de um presidente.
Responsabilidade fiscal e segurança jurídica
A REGRA PRECISA VALER
QUANDO APERTA.
O TCU recomendou a rejeição das contas presidenciais de 2014, apontando, entre os fundamentos, omissão de passivos e adiantamentos de bancos públicos. É um registro de controle das contas públicas; o parecer não equivale a uma condenação criminal.
A Lei Complementar 200/2023 criou o atual arcabouço: em regra, vincula o crescimento real dos limites de despesa a 70% do crescimento real da receita, ou 50% em caso de descumprimento da meta, com piso de 0,6% e teto de 2,5% ao ano. Há exceções e regras complementares no texto legal.
Nossa leituraO problema não se resolve apenas aprovando uma regra. É preciso acompanhar metas, despesas obrigatórias, exceções e execução. Mudar a regra ou o tratamento de despesas deve ter justificativa pública e impacto quantificado. Essa exigência vale para qualquer partido.
“Jurisprudência fiscal” trata de decisões e sua interpretação jurídica. Sustentabilidade da dívida é uma questão econômica. Aqui, as duas dimensões ficam separadas: documentos do TCU e legislação de um lado; séries e cenários do outro.
2027–2030 · riscos condicionais
QUATRO ANOS À FRENTE.
SEM BOLA DE CRISTAL.
Se os juros efetivos da dívida superarem o crescimento nominal do PIB e o resultado primário não compensar a diferença, a relação dívida/PIB tende a subir. O risco é menos espaço orçamentário e maior pressão por ajuste. Isso pode ocorrer sob qualquer presidente; decisões fiscais podem agravar ou reduzir o problema.
Não há nesta página previsão de dólar, Ibovespa, inflação ou prejuízo certo sob um futuro governo do PT. A IFI publica cenários condicionados a premissas; a simulação abaixo é apenas uma conta didática independente, não uma projeção da IFI.
Resultado hipotético ao final de 2030
Calculando…Fórmula, hipóteses e limites da conta
d(t) = d(t−1) × (1 + i) ÷ (1 + g) − p. Dívida e primário em pontos percentuais do PIB; taxas anuais convertidas de % para fração.
A conta ignora ajustes patrimoniais, variação cambial direta sobre o estoque, privatizações, reconhecimento de passivos, prazos e composição da dívida. Não calcula a resposta dos juros ou do crescimento às políticas. Não é previsão nem atribuição de dano a partido.
Ver o código da fórmulaConclusão editorial · não é resultado estatístico
POR QUE DEFENDEMOS
A ALTERNÂNCIA.
Não basta prometer inclusão. É preciso sustentar a renda, proteger o dinheiro público e entregar uma conta que o país consiga pagar.
Este site defende que o PT deixe o governo federal pelas vias democráticas: pela gravidade da recessão associada ao fim do ciclo Dilma, pelas falhas documentadas de governança e pela necessidade de enfrentar a trajetória fiscal no novo ciclo Lula. São razões políticas sustentadas pelos fatos apresentados, não uma “prova matemática” de que o partido é incapaz de governar.
A alternância, por si só, não garante melhora. Quem se apresenta como alternativa deve mostrar financiamento das propostas, equipe, respeito às instituições, transparência e compromisso verificável com controle da corrupção. A mesma régua precisa valer para todos.
Não somamos dívida, juros, perda de PIB e ajustes contábeis como um suposto “total roubado”. Também não usamos voto após 17h ou falha operacional de urna como prova de fraude eleitoral. São assuntos distintos.
VOLTAR AOS DOCUMENTOS →Referências primárias e método
CONFIRA A BASE.
Revisão editorial: 26/10/2026. Números anuais: 2009–2025. Revisões estatísticas podem alterar valores; a base baixável registra consulta, séries e transformações.
- IBGE · Contas Nacionais de 2016, 09/11/2018. Recessão, consumo e investimento. Queda acumulada calculada como (1 − 0,035) × (1 − 0,033) − 1, arredondada.
- IBGE · tabela 5932. Série do painel: variação acumulada do PIB em volume nos quartos trimestres, categoria PIB a preços de mercado.
- Banco Central · série SGS 13762. Dívida bruta em dezembro; metodologia a partir de 2008. Use a base baixável para o retrato revisado, não os valores antigos de uma nota de imprensa.
- Banco Central · Estatísticas Fiscais, 31/01/2025. Juros nominais do setor público consolidado em 2024; publicação histórica, sujeita a revisão.
- Petrobras · resultados auditados de 2014, arquivados na SEC em 2015. Baixa por pagamentos indevidos de R$ 6.194 milhões. Fonte da própria companhia, não estimativa deste site.
- B3 · estatísticas anuais do Ibovespa. Coluna de variação anual nominal em reais; 2026 excluído do painel anual.
- Banco Central · série SGS 1, câmbio de venda. Último registro de dezembro; variação em relação ao fechamento do ano anterior, não média anual.
- IBGE · PIB de 2025. Crescimento de 2,3% e comparação anual com 2024.
- IBGE · PNAD Contínua anual de 2024. Taxa média anual; não é taxa atual de 2026.
- TCU · parecer sobre contas de 2014. Fundamentos da recomendação ao Congresso.
- Planalto · LC 200/2023. Arcabouço fiscal, texto legal com alterações e exceções.